sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Hana Ghassan lidera corrida pelo governo do Pará em Parauapebas



Pesquisa realizada pela Destak Publicidade e Marketing confirma a vice-governadora como favorita também no município de Parauapebas. A vice-governadora Hana Ghassan aparece em primeiro lugar nas intenções de voto para o governo do Pará em Parauapebas, de acordo com pesquisa realizada pela Destak Publicidade e Marketing. O levantamento ouviu 800 eleitores, com margem de erro de 4,4% e nível de confiança de 95%. Os números reforçam a consolidação do nome de Hana na corrida estadual.
 
No quadro espontâneo, quando os entrevistados respondem sem a apresentação de nomes, a maioria se mostrou indecisa: 89,2% não souberam ou preferiram não responder. Entre os que declararam voto, Hana Ghassan aparece em primeiro lugar com 5,8%, seguida pelo prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos, com 3,5%, e pelo deputado federal Éder Mauro, com 0,6%. Brancos e nulos somaram 0,6%, e nenhum candidato foi citado por 0,3% dos eleitores.
 
 
Quando os nomes dos pré-candidatos foram apresentados, o cenário muda de forma significativa. Hana Ghassan lidera com 31% das intenções de voto, contra 18% de Dr. Daniel, 14% de Éder Mauro e 6% de Beto Faro. A deputada Araceli Lemos não pontuou. Brancos e nulos somaram 7%, enquanto 24% dos eleitores não
 
Em uma simulação com apenas alguns nomes, Hana amplia a vantagem e chega a 32,3%, contra 24,6% de Dr. Daniel e 0,3% de Araceli Lemos. Nesse recorte, 8,2% disseram que votariam em branco ou nulo, e 34,6% ainda não definiram o voto.



 
No quesito sobre quem os eleitores acreditam que será o próximo governador do Pará, independentemente da própria escolha, Hana Ghassan foi a mais citada com 32%, seguida por Dr. Daniel (25%). Outros 6% acreditam que nenhum candidato vencerá ou optaram por branco/nulo, enquanto 37% não souberam responder.
 
A pesquisa ainda mediu o grau de consolidação do voto no município: 49% afirmaram já ter decisão definitiva, 5% disseram que dificilmente mudarão, 37% revelaram que ainda podem alterar a escolha e 9% continuam indecisos.
 
Liderança em diferentes municípios
 
O desempenho em Parauapebas confirma a força da vice-governadora no interior do estado. Antes, Hana já havia aparecido em primeiro lugar em Canaã dos Carajás, em pesquisa também da Destak Publicidade e Marketing. Além disso, em julho, um levantamento da AtlasIntel mostrou Hana Ghassan na liderança estadual, com 33,4% das intenções de voto, contra 26,5% de Dr. Daniel Santos (PSB) e 17% de Éder Mauro (PL).
 

Entidades culturais do Pará denunciam calote da Prefeitura de Ananindeua



A Prefeitura de Ananindeua está no centro de uma grave denúncia feita por entidades culturais juninas do Pará. Diversos grupos que participaram do Concurso Intermunicipal de Quadrilhas Juninas denunciam a gestão municipal de não cumprir com o pagamento da premiação prometida em edital, mesmo após o encerramento do evento e o cumprimento de todas as exigências legais por parte das quadrilhas.

 

Segundo o documento, o concurso foi promovido oficialmente pelo poder público municipal, e as quadrilhas vencedoras — todas classificadas entre as 20 melhores do certame — ainda não receberam os valores de premiação. As entidades culturais denunciam ainda, que a Prefeitura de Ananindeua passou a exigir, após o evento, documentações que não estavam previstas no edital, o que foi interpretado pelos quadrilheiros como arbitrariedade e falta de respeito.

 

Além disso, os grupos relatam que pagaram taxas de inscrição e arcaram com custos logísticos, financeiros e estruturais para garantir presença no evento, reforçando a gravidade da negligência por parte da gestão municipal. "É inaceitável que um festival reconhecido como um dos mais tradicionais do Estado do Pará esteja sendo marcado por tamanha desorganização, falta de transparência e descumprimento do edital", diz trecho da nota de repúdio divulgada.

 

A revolta dos representantes culturais vai além do prejuízo financeiro: a falta de comprometimento da Prefeitura de Ananindeua implica na credibilidade de eventos que deveriam promover a valorização da cultura popular, especialmente as quadrilhas juninas, que movimentam milhares de pessoas e representam a identidade de diversas comunidades.

 

Diante do impasse, os grupos afirmam que já estão acionando assessoria jurídica e prometem medidas judiciais contra a Prefeitura de Ananindeua, exigindo pagamento integral da premiação devida, ressarcimento de custas processuais, além de reparação por danos causados.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Em SP, Helder Barbalho defende que Norte Global contribua para a preservação da floresta com pagamentos por serviços ambientais

 Governador do Pará também destacou a ampliação da rede hoteleira e os investimentos em infraestrutura em preparação para a COP30 O governador do Pará, Helder Barbalho, defendeu nesta quarta-feira (20), durante a 26ª Conferência Anual Santander, em São Paulo (SP), que os países do Norte Global contribuam financeiramente para a preservação da Amazônia por meio de mecanismos de pagamento por serviços ambientais. Ele também apresentou os avanços do Estado na preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém, e destacou a transformação do Pará em referência de desenvolvimento sustentável.Helder Barbalho participou do painel “Governança, Liderança e Desenvolvimento Econômico”, onde defendeu a necessidade de mudanças na lógica da cobrança internacional em relação ao Brasil.


Nosso país precisa se apropriar dessa oportunidade, para que não venham os países do Norte Global apontar o dedo ao Brasil e dizer: ‘vocês não podem se desenvolver porque têm a missão de ser apenas um santuário para o planeta’. Nós temos um agro produtivo, potente e sustentável. Podemos seguir avançando na agenda de renovação energética, mas eles também precisam pagar por serviços ambientais, para preservar a floresta. Não é possível que eles queiram a Amazônia intocada sem pagar um centavo, transferindo ao povo brasileiro o sacrifício social que representa não produzir”, disse.

Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Romeu Zema (Minas Gerais), sob moderação de Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander, Helder Barbalho também reforçou que a preservação da floresta precisa estar associada à melhoria da qualidade de vida de quem vive na região. 

“Eles olham para a copa das árvores e não lembram que abaixo dela vivem 29 milhões de brasileiros que precisam ter acesso à educação, saúde e saneamento. O Brasil quer continuar protagonista no agro e nas energias limpas. Nós queremos preservar a Amazônia e os demais biomas, mas os países desenvolvidos precisam financiar esse esforço para que haja justiça climática conjugada com justiça social.”

O governador do Pará enfatizou ainda a relevância da realização da conferência climática na Amazônia, ressaltando o simbolismo de trazer o debate para o território. 

“A COP será em Belém, será no Pará, na Amazônia, mas acima de tudo é uma oportunidade para o Brasil liderar esta agenda. Não é uma questão ideológica, de esquerda ou de direita. A agenda ambiental é transversal. O impacto climático não escolhe campo político. O simbolismo de realizar a conferência na Amazônia é extraordinário, porque é aqui que o mundo precisa dialogar para construir um amanhã sustentável”, afirmou.

 Preparação de Belém para a COP30 -Helder Barbalho reforçou que a capital paraense recebe, neste momento, o maior volume de investimentos da sua história, com foco em infraestrutura, mobilidade e hospitalidade. 

“Nós estamos no maior nível de investimentos públicos da história da cidade: R$ 5 bilhões. É o maior pacote de macrodrenagem, abastecimento de água e saneamento, além da urbanização de mais de 600 ruas na periferia de Belém. São parques urbanos inéditos no Brasil em qualidade e envergadura. Também recebemos novos hotéis e o turismo já é realidade, com crescimento de 15% de visitantes de 2024 para 2025", destacou.

Sobre hospedagem, o governador apresentou o salto de capacidade da rede. “Conseguimos ampliar significativamente a capacidade de hospedagem da cidade, assegurando condições adequadas para receber a COP30. O desafio agora é conter abusos nos preços e garantir que essa rede respeite as regras de mercado, evitando abusos nos preços e assegurando equilíbrio para todos.”

Legado sustentável - O governador lembrou que o Pará foi escolhido como sede da COP30 graças a avanços estruturantes desde 2019. 

“O Estado, que antes era visto como vilão ambiental, hoje se apresenta como solução. Temos rastreabilidade da produção rural, políticas estaduais de uso do solo e de mudanças climáticas, concessões de restauro e incentivo à bioeconomia. Além disso, lideramos a agenda de mercado de carbono, transformando o Pará em protagonista de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Por fim, Helder fez um chamado à mobilização nacional: “Abracem a COP em Belém, a COP na Amazônia. O sucesso da conferência será do meio ambiente e também do Brasil, que terá a chance de liderar a agenda da sustentabilidade com soluções baseadas na natureza, valorizando povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas e produtores. Nós temos a floresta amazônica e a riqueza do povo brasileiro”, concluiu.



Conferência Anual Santander - O evento reúne CEOs das principais empresas do país, investidores nacionais e estrangeiros e representantes do setor público. A programação conta com 30 painéis e mais de 60 executivos e autoridades debatendo temas como desenvolvimento sustentável, tendências em seguros, logística e infraestrutura, inteligência artificial e o papel do Brasil no cenário global.

A abertura contou com o CEO do Santander, Mario Leão, e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que falaram sobre o cenário econômico, os desafios atuais e as medidas adotadas pelo Governo para que o Brasil tenha mais oportunidades para investimentos.


domingo, 17 de agosto de 2025

Colisão de rebocador com ponte em Belém pode ter sido proposital”



Na manhã deste domingo, 17, um rebocador colidiu com a estrutura da nova ponte em construção no distrito de Outeiro, em Belém. A obra, orçada em R$101 milhões, é um dos principais projetos preparados para a Conferência do Clima (COP 30) e vai ligar o porto que receberá cruzeiros aos espaços oficiais do evento em novembro.

De acordo com a Polícia Civil, a colisão ocorreu por volta das 9h e envolveu o empurrador Confiança 9 e a balsa Melbourne. A embarcação foi apreendida e levada para um porto nas proximidades.

A empresa responsável, Majonav Transporte Fluvial da Bacia Amazônica Ltda., afirmou que não houve feridos, nem risco à integridade da tripulação ou da ponte, apesar das imagens fortes, e declarou manter contato com as autoridades competentes.

A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) informou que a Majonav é reincidente nesse tipo de ocorrência e já havia sido notificada anteriormente. O órgão destacou ainda que o incidente não comprometeu a estrutura nem o andamento da obra. O comandante do rebocador foi identificado como capitão Mário Lima, mas está foragido até o momento.

As investigações para apurar responsabilidades criminais já foram iniciadas e a perícia será concluída ainda hoje. O gabarito de navegação da nova ponte segue os parâmetros da norma NORMAM 303 da Autoridade Marítima, previamente apresentados e aprovados por todas as empresas que operam no trecho.

Apesar das explicações da empresa, a possibilidade de que o acidente tenha sido intencional não está descartada, já que há espaço suficiente no rio para a navegação segura. As imagens do incidente reforçam essa hipótese, somadas ao histórico de reincidência da empresa em ocorrências semelhantes.



quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Após conceder liminar para Daniel Santos, prefeito de Ananindeua, ministro do STJ se declara suspeito.

 


Esposa de Og Fernandes advoga para Dr. Daniel (PSB); ministro diz que só soube depois da decisão.

 

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes declarou-se suspeito para seguir na relatoria de um processo envolvendo o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), poucos dias após conceder liminar que o reconduziu ao cargo.

 

A decisão de afastamento do ministro ocorreu após vir à tona que sua esposa, a advogada Roberta Fernandes, atuava na defesa de Dr. Daniel em outro processo. Segundo a assessoria do STJ, o ministro não tinha conhecimento dessa atuação no momento em que proferiu a decisão favorável ao prefeito.

 

O prefeito havia sido afastado do cargo no dia 5 de agosto, por determinação do Tribunal de Justiça do Pará, no âmbito de investigações do Ministério Público que apuram suspeitas de corrupção e fraudes milionárias em licitações. No dia seguinte, Og Fernandes concedeu liminar que o reconduziu ao cargo, mantendo, porém, o bloqueio de bens e a proibição de deixar o país.

 

Mesmo ressaltando que a atuação de sua esposa era em outro processo e tribunal, o ministro decidiu se declarar suspeito. Roberta Fernandes também deixou formalmente a defesa de Dr. Daniel no outro caso.

 

Com a saída de Og Fernandes, o processo passa a ser relatado pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que poderá reavaliar a liminar e definir os próximos passos. As investigações contra o prefeito seguem em curso.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Família denuncia negligência após morte de mulher em UPA do Distrito Industrial, em Ananindeua

Mesmo com recomendação do Ministério Público, paciente não foi transferida da UPA e morreu por falta de atendimento adequado.


Um ano após a morte de Gleice na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Distrito Industrial, em Ananindeua, a família ainda cobra responsabilização da Prefeitura e do secretário municipal de Saúde. A jovem morreu em fevereiro de 2024, dias após ser internada na unidade e não receber o atendimento adequado. A negligência ocorreu mesmo diante de uma recomendação do Ministério Público que exigia sua transferência para um hospital com suporte especializado.

Segundo o viúvo de Gleice, Marcos, a esposa apresentava um quadro de saúde que demandava atendimento especializado e urgente. Apesar disso, Gleice permaneceu internada na UPA, mesmo com uma determinação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que solicitava a imediata transferência da paciente para um hospital com suporte adequado. A transferência, no entanto, nunca aconteceu.

"Eu tenho duas decisões do Ministério Público aqui. Se eu, como cidadão comum, descumprisse uma ordem judicial, eu estaria preso. Agora, por que o secretário de saúde do município onde ela estava internada não foi responsabilizado?", indagou Marcos, revoltado com a situação.

"Nem o secretário e nem a própria Prefeitura viram o caso dela e não a transferiram. Então eu te pergunto: quantas famílias vão precisar passar pela mesma dor porque a Prefeitura e o município não deram o devido atendimento?", completou ele.

O caso foi levado à Justiça, com pedido de responsabilização direta do município, sob a alegação de falha grave na gestão da saúde pública e no descumprimento de ordens judiciais.

CASO NÃO É ISOLADO

As UPAs de Ananindeua seguem com várias denúncias sobre negligência médica e falhas no atendimento. Em abril de 2025, uma criança de apenas 1 ano e 6 meses morreu após receber atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí.

Conforme seus familiares, Sofia Gabriele Silva chegou à unidade de saúde com sintomas de diarreia e vômito por volta das 9h. Ela foi medicada e recebeu alta. Porém, o estado de saúde dela piorou após o retorno para casa.

Os pais, então, voltaram com a menina à UPA, onde ela foi encaminhada para uma "sala vermelha", passando a receber medicação sem a presença de um responsável. Eles relataram que Sofia permaneceu na sala por muito tempo e, após a demora, entraram no local e encontraram a menina com algodão no nariz e as mãos amarradas.

Já em fevereiro de 2025, Marcos Rodrigues Teixeira, bombeiro civil de 35 anos, passou dias tentando atendimento em uma UPA de Ananindeua, mas sempre era avaliado e mandado para casa.

Após dias sem sucesso em Ananindeua, Marcos foi levado pela esposa para o Pronto-Socorro da 14 de Março, em Belém, onde foi rapidamente entubado com 99% do pulmão comprometido, mas não resistiu e faleceu.

Os casos citados expõem, mais uma vez, a precariedade do sistema de saúde municipal e a ausência de protocolos eficazes para salvar vidas em situações de emergência em Ananindeua