O hábito amplamente difundido de passar o réveillon de branco na praia tem origem nos rituais em homenagem à Iemanjá. Na primeira metade do século passado, umbandistas realizavam homenagens a Iemanjá no litoral vestidos dessa forma, oferecendo flores e espumante. A tradição se fortaleceu ao ponto das pessoas começarem a ir de branco para a praia mesmo se não tivessem a crença no orixá ou fossem da religião, virando o ritual do ano novo brasileiro que é seguido inclusive por aqueles que perpetuam a intolerência contra as religiões de matriz africana e indígenas.
Na tradição iorubá, o nome original é Yemanjá, com “y”. A expressão “Ye omo ejá” significa “mãe cujos filhos são peixes”. No Brasil, a grafia com “i” se popularizou.
Foto: Janail Peixoto / Nationaal Museum van Wereldculturen
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