Nunca se falou tanto de Amazônia, Pará e Belém. Com a COP30, a capital paraense entrou no mapa do mundo e se tornou vitrine de um novo modelo de cidade amazônica: sustentável, vibrante e conectada. Mais do que um evento internacional, a conferência está deixando marcas visíveis no cotidiano dos belenenses.
Obras de mobilidade, saneamento e urbanização estão em andamento em diversos bairros, somando mais de R$ 4,5 bilhões em investimentos. O Parque Linear da Tamandaré, por exemplo, transformou uma área antes degradada em espaço de lazer e convivência para milhares de pessoas. A ampliação da Rua da Marinha, na Marambaia, melhorou o acesso às avenidas Independência e Augusto Montenegro, facilitando a circulação na zona sudeste da cidade. Já os novos viadutos em Ananindeua e na BR-316 desafogaram o trânsito e reduziram o tempo de deslocamento entre os municípios da Grande Belém.
A revitalização da Doca, aliada à inauguração do Porto Futuro II, promete mudar a relação dos belenenses com a orla, criando um corredor urbano que combina lazer, turismo e paisagem natural.
Há também a construção do Parque da Cidade, que deve se tornar um dos espaços públicos mais procurados de Belém após a COP, como área de lazer.
O setor de turismo e serviços vive um momento de expansão. Hotéis e pousadas estão lotados, novos empreendimentos surgem e o turismo de base comunitária ganha destaque ao valorizar ribeirinhos, povos tradicionais e experiências amazônicas. Pesquisas apontam que 81% dos moradores acreditam em impactos econômicos positivos com a realização da COP30, tanto pela geração de empregos quanto pelo fortalecimento do comércio local.
Ao mesmo tempo, Belém redescobre suas raízes. A estética urbana, a gastronomia, o artesanato e a cultura popular ganham espaço e reconhecimento. A cidade se reafirma como porta de entrada da Amazônia e exemplo de como desenvolvimento e identidade podem caminhar juntos.
A COP30 dura apenas 11 dias, mas deixa uma transformação de décadas. O desafio agora é manter o ritmo e fazer desse legado o ponto de partida para uma Belém mais moderna, sustentável e orgulhosamente amazônica.
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